Momentos

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Tento recuperar o fôlego no carro abafado. Estendo a mão e limpo o embaçado dos vidros. Você, com seu sorriso cativante, me diz que sou louca. O mesmo sorriso que me deu poucos minutos atrás, e que me fez vir com você para esse carro.

Meia hora atrás, depois das mensagens trocadas, dos olhares, dos sorrisos de canto de boca, você me sorriu e com um aceno me indicou para segui-lo. Óbvio, eu já sabia o que deveria acontecer, e a mera perspectiva me fez umidecer enquanto andava apressada pelo terreno mal iluminado da universidade. Você apertou o passou, virou numa esquina e desapareceu de vista. Quando te ví de novo, estava encostado no carro, os braços cruzados, e sorria pra mim. Nesse jogo, os dois jogam, e agora é minha vez.

Me aproximei do carro, fiquei a três passos de você, e então me virei. Fiz menção de ir embora, e olhei para trás com o canto do olho. Você rapidamente veio até mim, me virou bruscamente, puxou meus cabelos para trás, me fazendo olhar o céu sem estrelas:

-Nem pense em fugir. Você agora é minha, toda minha.

Me beijou, ou melhor, me devorou, enquanto me fazia andar de costas em direção ao carro. Colou meu corpo quente de tesão no frio metal, me fazendo estremecer.

Mordi seu lábio, e te girei contra o carro, agora eu te imprensando, as mãos em seus ombros, meu corpo colado ao seu, sentindo sua respiração pesada, e seu tesão pulsante. Com um sobressalto, sinto também suas duas mãos apertando minha bunda, com tal força que quase me levanta do chão. Estou delirando de tesão, preciso de você em mim, e tem que ser agora. Uma mão sai da minha bunda, e abre a porta do carro. Finalmente...

-Entre, fique de quatro, olhando pelo vidro de trás.

Sua voz veio dura e baixa, não me deixando dúvidas, meu dever é obedecer. Atendo sua ordem, e enquanto olho os carros passando pelo campus, sua mão desliza pelas minhas pernas, levantando minha saia e tirando minha calcinha. Um estalo alto, e eu estremeço, você bateu com força na minha bunda. Olho pra você, buscando seu rosto

-Mandei olhar pra trás!!!

Mais um tapa veio, ainda mais forte, e eu obedeço. Minha excitação só aumenta, enquanto você entra de vez no carro e fecha a porta.

As mãos travam minha cintura, e me empurram pra frente, enquanto você se ajoelha atrás de mim. Sente minha umidade com dois dedos, seu mero toque me arrepia. Puxa minha cabeça para trás, e coloca os dedos em minha boca. Chupo com vontade, enquanto a raiz dos meus cabelos arde por causa de sua tão deliciosa brutalidade.

Entra em mim com força, me preenchendo toda. O susto me faz morder seus dedos, e logo sou punida com mais um tapa. Suas mãos mais uma vez na minha cintura, você da estocadas fortes, mas lentas, sai devagar, e entra de uma vez.

Eu quero mais, eu preciso de mais, e te provoco me contraindo toda. Você corresponde reforçando o aperto, e passa a me fuder muito rápido e muito forte, nossas respirações aceleradas embaçam os vidros, e quem passasse lá fora veria o carro balançando. Pega meu cabelo com as duas mãos, puxa muito forte, e a ordem vem, sem margem para contestação:

-Goza pra mim, AGORA!

E eu, obediente, gozo, gozo como nunca, teria gritado a plenos pulmões se não tivesse me faltado o ar, tamanho o meu prazer. Sinto você cravando o cacete em mim uma última vez, e gozando junto comigo, respirando acelerado, e reprimindo um gemido alto enquanto trinca os dentes. As mãos voltam para minha cintura, desta vez suaves, carinhosas, fazem afago enquanto recuperamos o fôlego. Você sai de mim, e senta a meu lado. Faz carinho na minha bunda marcada e sorri pra mim. Me sento a seu lado, feliz.

Foi isso que fizemos. Relembro cada detalhe enquanto limpo os vidros. Ao terminar, me inclino entre os bancos para ligar o ar condicionado. Você, claro, não perde a deixa, e me da mais um sonoro tapa na bunda. Olho pra trás, e vejo seu sorriso, alegre, e com um tom de sarcasmo. De uma coisa eu tenho certeza. Esse é só o primeiro de muitos momentos.

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