Uma Carona pra Estação

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Cheguei atrasada no ponto de ônibus e perdi o mesmo. Naquela hora da manhã amargaria de uns quinze minutos a meia hora para uma nova condução. Passados uns cinco minutos, se aproximou do ponto um carro vermelho com uma forte película. Fiquei amedrontada pois naquele local várias pessoas estavam sendo assaltadas. Ou vinham dois montados em uma moto e levavam os celulares ou vinha um carro com vários bandidos dentro e levavam as mochilas do pessoal que se encontrava no ponto. O Carro parou e eu gelei da cabeça aos pés quando o vidro começou a baixar automaticamente.

— Bom dia! Você poderia me dizer o que faço pra chegar na estação de Ricardo de Albuquerque. — Disse calmamente um senhor que me apareceu desorientado.

— O Senhor continua nessa rua e vira a esquerda na quarta rua, — Disse isso me aproximando da porta do carro pra que ele me ouvisse melhor. — O Senhor vai seguir nessa rua e continuar na Cipriano Barata, passando pela praça Granito e seguindo em frente até encontrar a Estrada Marechal Alencastro. — Disse isso sem olhar exatamente o que ele estava fazendo.

O Safado estava com a rola pra fora e batia uma vigorosa punheta como se fosse a coisa mais normal do mundo.

— Você poderia repetir novamente? Não entendi direito. — Disse isso pegando na piroca pela base e sacudindo ela no ar. Não pude deixar de notar o cabeção enorme, parecendo um cogumelo e as veias grandes que mantiam aquele ariete em pé. Isso tudo, olhando de rabo de olho e explicando tudo novamente bem explicadinho. — Acho que não vou conseguir. Não conheço o bairro direito.

— O senhor não mora por aqui? — Foi a pergunta mais idiota que fiz na vida. Como poderia manter um dialogo com alguém que se masturbava e me mantinha refém da sua conversa.

— Eu moro na Barra. Só apareci por aqui pois marquei com uma amiga e ela me deu um bolo. Me deixou a ver navios. — Disse o homem diminuindo um pouco o ritmo frenético da punheta.

— Pelo jeito ela te deixou com a mão abanando, né? — Outra pergunta idiota. Duas no mesmo dia chega a ser um recorde.

— Pois é. Estou vendo se consigo resolver meu trauma. — Falou isso pois me viu risonha e de guarda baixa e como não sou nenhuma freira fui logo perguntando:

— Eu tenho que ficar na Estação de Ricardo e perdi meu ônibus. Rola uma carona? Eu te ensino o caminho. — Confesso a vocês que surpreendi ele. Ele não esperava essa minha reação e por isso demorou a responder e respondeu meneando a cabeça.

Ele destravou a porta e eu entrei no carro. Estiquei a mão em sua direção e disse:

— Prazer, meu nome é Júlia! — Ele que masturbava com a mão direita, tirou a mão da piroca e veio apertar minha mão. Retirei rapidamente a minha mão e levei ao cabelo, numa brincadeira conhecida por jovens da minha idade. — Pode continuar o que estava fazendo. Não faço questão no momento de apertar uma mão suja de rola.

Ele riu, se apresentou e voltou a se masturbar

— Você ta indo pra escola? — Respondi a ele com o monossilábico:

— Ahan!!! — E emendei a frase. — Você poderia dirigir com as duas mão no volante? É perigoso dirigir assim.

— E quem vai bater a punheta pra mim? Você? Você já bateu um punheta antes?

— Já bati algumas vezes. Eu batia pro meu ex-namorado e também já bati pra um primo meu.

— Então você é doutora na punheta?

— Doutora não! Mas nunca voltaram pra reclamar.

O tom da conversa estava descontraído e o tema não podia ser outro já que ele não parava de "descabelar o palhaço", termo usado por ele que disse ter uma filha da minha idade. Eu já tenho feito algumas loucuras na vida, mas essa extrapolava tudo e logo bateu o medo de ser sequestrada, estuprada e morta. O embarque na carona foi ato irracional de puro tesão. Ato de quem ver filmes loucos do xvideos e contos malucos da Casa dos Contos. Mas quando você para pensar na decisão que tomou um certo medo arrepia a espinha.

Como sou boa em ciências exatas equacionei logo uma solução pro meu problema.

— Posso tirar uma foto sua?

— E o que você vai querer com uma foto minha?

— Vou enviar pra uma amiga, assim eu fico tranquila de que você não vai me fazer mal nenhum. Se eu sumir, ela entrega sua foto pra polícia.

— Ok! Pode tirar! Mais eu quero ver a foto.

Tirei uma foto do seu rosto de perfil, mostrei a ele e mandei pra uma amiga com o comentário: "Olha que coroa gato me deu carona hoje!"

É claro que na foto não apareceu a piroca dele.

Já estávamos perto da Marechal Alencastro quando pedi que ele fosse por uma rua ao lado dos bombeiros e estacionasse.

— Você vai ficar por aqui? Não quer me ver gozar? — Perguntou ele sem entender muito bem o que eu queria. Tinha várias pessoas na rua mais ninguém iria ver nada que acontecesse por causa do insulfilme. E eu já tinha chegado a conclusão que nunca mais veria aquele senhor e que seria um desperdício deixar passar tal oportunidade.

Estava com uma blusa da escola e de saia azul pregueada. Me recostei no banco e soergui minha bunda pra tirar minha calcinha que naquele momento já estava molhada.

— Toma! Vai cheirando pra punheta ficar gostosa! — Passei a calcinha pra ele que esfregava no nariz e cheirava com a mão esquerda e com a direita continuava se masturbando. Ele ficou maravilhado parecia "pinto no lixo".

Eu levantei a blusa e o sutiã e mostrei pra ele meus seios de tamanho médios e com as aureolas estufadas e bicudas. Sempre fizeram sucesso com meu ex-namorado e meu primo. Mas mostrei não pra me exibir, pois o exibicionista ali era ele. Eu gosto de puxar os bicos quando estou me masturbando. Levantei minha saia e enfiei dois dedos na xoxota. Sempre fui travada pra fazer isso na frente do ex-namorado, mas com esse desconhecido foi diferente.

Foram uns dezessete minutos de masturbação contados no relógio do painel do carro pra que eu tivesse meu primeiro orgasmo. Esguichei líquidos mais que o normal que eu nem sabia que tinha. Fiquei superenvergonhada!

— Relaxa! adorei que você batizou o meu carro! — Disse ele sorrindo ainda naquela punheta arrastada.

Coloquei minha mão esquerda na piroca dele e disse:

— Precisando de ajuda pra gozar? Do jeito que estou faço você gozar com uma mão e gozo novamente com a outra.

Ele continuou cheirando a calcinha e fechou os olhos. Eu batia uma punheta pra ele e me siriricava.

— Vai! Vamos gozar seu coroa safado! Não era isso que você queria? Você não queria uma novinha putinha! Não é por isso que você fica nesse carro se exibindo pras novinhas? Goza vai! Goza cacete! — E quando meu gozo estava chegando novamente me debrucei no colo dele e mamei naquela piroca.

Ele mesmo continuou com a punheta e eu cheguei ao clímax mamando naquela jeba. Quando ele gozou estava com a boca na botija e tentei guardar na boca a porra dele, mas era tanta porra, mas tanta porra que não consegui engolir mais rápido que ele expelia, acabei tossindo ou espirando e a porra saiu pelas narinas e pela boca e meus olhos lacrimejaram.

— Desculpa Júlia! Eu devia ter te avisado que tenho tanta porra assim.

Mesmo isso acontecendo consegui engolir quase toda a porra dele. Peguei minha calcinha e limpei um pouco de porra na mão dele e a porra que saiu pelas minhas narinas. A limpeza ficou perfeita. Vesti novamente a calcinha. Adoro sentir minha calcinha melada de porra. Ele saiu com o carro de onde estava estacionado e me deixou na estação de Ricardo. Trocamos um beijo delicioso antes de me despedir dele.

— Como posso te ver novamente? Seu beijo é delicioso! Vamos manter contato.

Não pensava em manter contato, mas mesmo assim ele me passou um cartão com o número dele.

— Eu quero ser seu "Sugar Daddy"! — Disse ele — Me adiciona no Zap. Vamos conversar.

Beijei-o novamente e disse-lhe:

— Vamos ver. Tenho de ir. Bye!!

Desapareci na estação e fui pra escola. Lá encontrei minha amiga pra quem enviei a foto dele, que comentou sobre o coroa gato que havia me dado carona.

— Foi só carona, mesmo? — Perguntou ela já sabendo que sou uma pimentinha.

— Claro! E eu sou asilo pra cuidar de velhos? — Desconversei. Não é tudo que se deve contar aos amigos — É um conhecido do meu pai.

Em casa, vasculhando a internet, fiquei sabendo o que é "Sugar Daddy" e, também, "Sugar Baby". E achei interessante a proposta dele. Só não estou encontrando onde coloquei o seu cartão.

Se você é aquele coroa maluco punheteiro que me deu carona em agosto de 2017. Eu quero ser sua "Sugar Baby". Faz contato.

FIM!

Nota do Autor: "Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas, instituições ou fatos da vida real, é mera coincidência."

https://www.casadoscontos.com.br/texto/201709327